Top 10 White Metal

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Já que estamos falando de White Metal, procurei uma top 10 que eu tinha visto a algum tempo. O autor da mesma diz que a lista não se baseou apenas nos “melhores” álbuns já lançados, mas levou em conta diversos outros fatores como originalidade, técnica, a força da banda como um conjunto, a importância histórica, a influência exercida, a idoneidade lírica e os frutos que esses álbuns produziram (e continuam produzindo) ao longo do tempo.  Chega de papo, e vamos a lista, que você vai amar!  Ou não…..

1º – Stryper – To Hell With The Devil (1986)

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Esta aí a inquestionável obra suprema dos maiores mestres do metal cristão.

A começar pela capa (a mais fantástica e fundamentalmente significativa de todos os tempos) onde vocês podem ver a arte original (que foi – pasmem – censurada) e substituída por aquela capa preta sem graça com o logo da banda em cima. Contém o maior hino do estilo (a faixa título), além de músicas devastadoras como “Rockin’ The World”, “The Way” e “More Than a Man”. A famosa e contagiante “Free” além da clássica balada “Honestly”.

O álbum alcançou o 32º lugar na Billboard, um feito estupendo para a época e que ajudou para que o preconceito fosse lentamente quebrado além de atingir o objetivo máximo do rock cristão (levar a mensagem às pessoas) e que acabou rendendo clipes para as músicas “Calling On You”, “Free” e “Honestly” que foram incansavelmente veiculados nas principais estações de Tv. Caso raro de grande sucesso comercial, habilidade musical e letras claras. A banda em seu auge. O mais influente de todos os tempos. Indubitavelmente e indiscutivelmente o primeiro lugar da lista. O melhor, mais importante e mais fecundo álbum cristão da história.

2º – Whitecross – Triumphant Return (1989)

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Quando dois caras como Rex Carrol (um reconhecido “guitar hero”) e Scott Wenzel se encontram num momento realmente inspirado, só pode sair um clássico como “Triumphant Return”.

O 4º álbum da banda que foi um dos pilares do hard/heavy cristão junto com o Stryper é uma verdadeira obra prima do gênero. A abertura com “Your Attention Please” – sugestivo nome – não deixa dúvida: riffs soberbos e marcantes, solos recheados de feeling e técnica, refrãos inesquecíveis e o vocal extremamente peculiar de Scott Wenzel muito bem dosado. Características que vão ficando cada vez mais escancaradas com o decorrer da bolacha, e aí você se depara com clássicos do quilate de “Red Light”, “Straight Thru The Heart”, “Shakedown”, “Flashpoint” – outro show particular de Rex – e “Heaven’s Calling Tonight”.

Realmente indispensável na coleção de qualquer um, melhor álbum de uma banda que de tão fiel ás raízes do rock cristão, chega a ser romântica e ingênua. Pseudo-ingenuidade de uma qualidade como essa não faz mal á ninguém.

3º – Mortification – Scrolls Of The Meggiloth (1992)

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Um dos álbuns mais pesados já lançados. O peso e a técnica extremamente apurada que o Mortification apresenta neste trabalho é algo impressionante. A cavalaria pesada do baixo de Steve Rowe, que também está no auge de seu trabalho vocal, capaz de arrancar arrepios dos mais atentos, a guitarra trabalhadíssima de Michael Carlisle e a bateria avassaladora e incansável do mestre e monstro Jason Sherlock. A melhor formação da banda produziu o álbum definitivo do metal extremo cristão, alcançaram o status de grande banda com ele e influenciaram um sem número de outras bandas a partir daí, praticamente todas as bandas cristãs extremas surgidas na década de 90 tiveram influência do Mortification, que continua forte até hoje. Tamanha honraria se justifica pela força e criatividade de bombas atômicas como “Nocturnal” – a melhor introdução da história, grande parte devido ao impacto que o riff inicial provoca – “Raise The Chalice”, “Scrolls Of The Meggiloth”, “Necromanicide” e o épico “Ancient Prophecy”.

Som extremo, letras extremas, mas dotadas de grande inteligência e visão, os precursores de toda a cena death/black que veio com eles. Outro ponto favorável é a sua clássica capa, imagem de onde surgiu a camiseta mais usada por metallers cristãos. A produção de primeira linha, a atenção á todos os detalhes e principalmente o nível de trabalho e variações impostas nas músicas provaram definitivamente que o death metal deve sim ser encarado como arte e que não é qualquer um capaz de praticá-lo, afastando para sempre o adjetivo de “tosco” da sua história. Minhas reverências aos reis da cena extrema.

4º – Tourniquet – Stop The Bleeding (1990)

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Dificilmente o primeiro álbum de uma banda pode ser considerado o melhor de sua história. Não que o Tourniquet tenha decaído a partir dele e produzido trabalhos de qualidade duvidosa, de forma alguma, os americanos se firmaram como uma das bandas mais originais, ousadas e técnicas do mundo. Mas que “Stop The Bleeding” soa até hoje insuperável, ah, isso soa.

A formação clássica que consistia em Guy Ritter (vocal), Gary Lenaire (guitarra), Marky Lewis (guitarra), Erik Jan James (baixo) e Ted Kirkpatrick (bateria) vieram com algo totalmente inovador para a época. Fundador, líder, principal compositor e baterista reconhecido mundialmente (para mim, um dos 10 melhores do mundo), a figura de Ted Kirkpatrick têm sido a alma do Tourniquet durante todos estes anos. Autor de algumas das melhores letras e músicas que o mundo – especialmente o cristão – já viu, a importância do Tourniquet têm nele sua base principal. Sem querer nunca desmerecer o ótimo e absolutamente único vocal de Guy Ritter, e as contribuições fundamentais dos outros três membros. O álbum inteiro é dotado de composições que possuem vida própria e são aula de criatividade e originalidade para muitas bandas. As duas palavras são, inclusive, a perfeita definição do Tourniquet. Uma banda capaz de quebrar todos os parâmetros e desconcertar o crítico mais voraz. Dignos de todo o respeito existente (mesmo que você não goste ou não compreenda alguns álbuns da banda), o Tourniquet é uma das bandas mais queridas e amadas do cenário cristão. Fidelidade dos fãs e qualidade muito acima da média em todos os trabalhos. A camaleônica banda é orgulho de todo bom conhecedor de música e ainda têm muita estrada pela frente, garantia de continuar nos orgulhando e nos surpreendendo. Apenas um conselho: não cometa o pecado de ficar indiferente ao trabalho deles, talvez você não tenha tempo de se arrepender antes do Armaggedon chegar…:)))

5º – Deliverance – Weapons Of Our Warfare (1990)

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Responsáveis pelos primórdios do thrash metal cristão (juntamente ao Vengeance Rising, Seventh Angel e Believer), o Deliverance é um exemplo clássico de banda que não teve o devido reconhecimento do mundo. Jimmy Brown, Jonh Madux, George Ochoa, Brian Khairullah e Chris Hyde produziram um álbum que deveria ser incluído no panteão dos melhores álbuns de thrash metal da história, capaz de competir com os melhores trabalhos de Metallica, Slayer, Exodus, Testament, Kreator, Destruction, Dark Angel, Anthrax, Sodom, Forbidden, Overkill, Megadeth e toda essa turma que constituem a nata do thrash mundial. Pauladas como “Solitude”, “Bought By Blood”, “23”, “Greetings of Death”, “If We Faint Not” e “Weapons Of Our Warfare” possuem tudo aquilo que os amantes do thrash oitentista conhecem tão bem: riffs simplesmente soberbos e geniais, cozinha veloz, áspera e precisa, e a voz e atuação absolutamente original que Jimmy Brown proporcionava. Empolgante e delicioso. A maior e melhor banda do thrash cristão.

6º – Impellitteri – Answer To The Master (1994)

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O Impellitteri já nasceu com músicos de grande porte integrando seu line-up, entre eles Graham Bonnet (Rainbow, Alcatrazz), Pat Torpey (Mr. Big) e Chuck Wright (Quiet Riot e House Of Lords).

Quando a formação finalmente se estabilizou com Rob Rock no vocal, Chris Impellitteri na guitarra, James Amelio Pulli no baixo e Ken Mary na bateria, o grupo já gozava de grande prestígio no Japão. Em 1994 eles já tinham 4 álbuns lançados, mas a grande obra ainda estaria por vir, e ela seria “Answer To The Master”. Se Chris Impellitteri já era considerado um guitarrista de técnica fenomenal e velocidade absurda antes dele, depois então, só viu sua fama aumentar. E o renomado vocalista Rob Rock (M.A.R.S, Axel Rudi Pell) alcançava seu melhor trabalho na banda até então. O resultado do entrosamento dos 4 integrantes foi a grande consistência do puro hard/heavy apresentado, de onde saíram clássicos como “The Future Is Black”, “Fly Away”, “Warrior”, “Answer To The Master”, “Hungry Days” e “The King Is Rising”. Músicas dotadas de pura energia, técnica e potência, que gravariam para sempre o nome do Impellitteri na história da música. Dentre todos os trabalhos que produziram, este com certeza é o que possui as melhores e mais marcantes composições. Perfeito em todos os quesitos e digno de infindáveis audições.

7º – Petra – Beyond Belief (1990)

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Esta aí a origem de tudo, a primeira banda, os primeiros desbravadores. O Petra lançou seu primeiro álbum em 1974, e sem eles, nem eu nem você estaria lendo este texto agora e nem o metal cristão teria conseguido chegar aonde chegou.

É muito injusto ter que escolher apenas um álbum e deixar de fora dos 10 melhores outros clássicos como “Never Say Die”, “More Power To Ya” ou “On Fire!”, mas “Beyond Belief” acaba se sobressaindo por apresentar a melhor coleção de músicas que a banda já trouxe, além de um ótimo equilíbrio entre rocks vigorosos e baladas. “Armed And Dangerous”, “I Am On The Rock”, “Beyond Belief”, “Love”, “Seen And Not Heard” e “Prayer” são músicas que todo apreciador do bom rock cristão já deve ter ouvido. É um dos álbuns mais fortes da banda, que em nenhum momento deixa cair o ritmo ou torna-se soporífero. Tenha-o, mas não deixe de conferir os outros grandes álbuns desses mestres que possuem a carreira mais profícua dentro da música cristã.

8º – Rob Rock – Eyes Of Eternity (2003)

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O álbum mais novo da lista é provavelmente, o ápice vocal de Rob Rock. A produção perfeita de Roy Z (um legítimo gênio em termos de produção) só deu ainda mais brilho a incrível qualidade das composições, heavy/power metal de primeiríssimo nível e peso em evidência, deixando as guitarras conduzirem todo o material. Contando com infindáveis convidados especiais, e uma sólida banda de apoio, Rob realizou o melhor trabalho de sua carreira. E contou ainda com um verdadeiro “dream team” das guitarras para produzir um novo clássico: The Hour Of Dawn. 10 guitarristas se revezando numa música com mais de 12 minutos não merece um outro adjetivo senão inesquecível. Rob Rock encontra-se em uma fase tão inspirada que meu único medo é que ele lance álbuns melhores que esse futuramente e venha me deixar completamente desconcertado. A bem da verdade, tomara mesmo que isso aconteça.

9º – Bride – Live To Die (1988)

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É impossível falar de “Live To Die” sem aquela sensação nostálgica no coração. Dale Thompson e Cia. aprontaram muito das suas ao longo do tempo (incluindo aí a aposta em algumas modinhas desprezíveis), mas isso nunca poderia ser previsto quanto á época e a sonoridade de “Live To Die”. Heavy metal puro, insano, nada rebuscado, nada refinado, apenas guitarras conduzindo as músicas e a intensa interpretação de Dale Thompson com destaque especial aos seus agudos que o tornaram famoso. Fora o prazer que músicas como “Hell No”, “Metal Might”, “Whiskey Seed” e “Out For Blood” proporcionam, todas pérolas do heavy oitentista da banda, encontramos em “Live To Die” uma das melhores músicas do metal cristão em todos os tempos: “Heroes”. Letra perfeita, introdução (com uma arrepiante narração) idem. A maior amostra da atuação impecável do conjunto formado por Dale Thompson nos vocais, Steve Osborne e Troy Thompson nas guitarras, Frank Partipilo no baixo e Shephan Rolland na bateria. Cozinha dando o pano de fundo perfeito, solos técnicos e contagiantes e por fim a melhor atuação de Dale Thompson, refrão fenomenal e certeza absoluta de ouvir a música novamente após a primeira audição. Não só a “Heroes”, como todo o álbum. Eterna referência e fonte de inspiração. O motivo pelo qual os pecados póstumos da banda devem ser perdoados.

10º – Veni Domine – Fall Babylon Fall (1992)

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O Veni Domine chegou a este posto por um motivo bem claro: criatividade. Quando pessoas dotadas de uma grande e abrangente musicalidade se sentam para escrever composições que visam atingir todos os sentidos do ouvinte, e isto é feito de forma sábia e equilibrada, o resultado só poderia ser um álbum tão especial e transcendente como “Fall Babylon Fall” – a já começar pela maravilhosa e detalhada capa. Seu doom metal progressivo e sinfônico, com latentes referências ao heavy e hard, trabalha de forma única os elementos musicais para alcançar um resultado completo e original. Baseando-se nisso conseguiram fazer com que músicas extremamente longas não fossem nem um pouco enjoativas e que prendem a atenção do ouvinte todo o tempo. Fora a épica, soberba e ambiciosa “The Chronicle Of The Seven Seals” com seus 24 minutos de duração. Os suecos nunca mais foram tão inspirados e souberam dosar tão bem os elementos de suas composições depois dele, mas deixaram seu nome eternamente marcado na história da música com “Fall Babylon Fall”.

fonte:http://whiplash.net

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por lucas

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4 Comentários em “Top 10 White Metal”

  1. guicyberdude Says:

    bem pra mim o melhor álbum de hard rock já lançado tanto no meio cristão como no secular é o primeiro álbum do Holy Soldier, que chama Holy Soldier tbm, pra quem curte hard rock é ótimo, todas as músicas são boas! pra mim o que petra e stryper tem é mais fama e divulgação xd

  2. David Says:

    eu só nao entendi a capa do Stryper, pra mim ela é muito estranha, tem até um pentagrama!!!

  3. Victor Says:

    Todas as banda são otimas…valeu ai…
    Ah, por que é tão dificio achar essas bandas para baixar, como ares…!

    Obrigado…

  4. Anne Says:

    bom podem existir sonoramente bandas bem mais trabalhadas mas uma banda se torna icone atraves de muitos outros fatores ser precurssor de uma porta ao white metal foi o que trouxe ao stryper toda a admiração do inumeros fãs no mundo, e é um som que agrada muitos um som que tem conteudo e carisma, respeito ao que pregam e credibilidade no meio musical .Muito bom o top 10


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