Entrevista com Staci Lys

Missionaria, mae, esposa e cantora. Assim se descreve a vida da canadense Stacie Lys com quem tive o prazer dessa entrevista para o Next Song. Alem da carreira musical, a cantora fala de sua vida pessoal, bem como Missões, sua conversão e mais. Aproveitem!

Next Song: Você poderia dividir conosco, como você foi sua conversão e como começou fazendo missões, falando um pouco sobre o seu chamado?

Stacie Lys: Eu não cresci em um lar cristão. Quando eu cheguei na pré-adolescência eu entendia nunca houve um “Deus”. Então, durante todo a minha adolescência eu falei que eu era ateu e não acreditava em Deus. Eu vivi uma vida imoral e gostava muito de festejar. Eu bebia e fumava maconha com meus amigos e as vezes experimentei outras drogas também. Mas, chegou uma certa hora em minha vida quando eu comecei a questionar a razão da vida, eu tinha 19 anos, e me peguntava: “por que estou aqui?”, “onde eu vou quando morrer?”, e “porque as pessoas tem medo do morte?” Aí um dia um amigo me confrontou com o que eu acreditava (que não existia um Deus e que tudo veio a partir da evolução). Ele me perguntou se eu poderia realmente olhar para a criação e dizer que não existia um Deus. Daí eu comecei a procurar a verdade das coisas. Eu comecei pensar na crença das Testemunhas de Jeová, mas alguma coisa não batia certa. Também, não tinha o poder de me livrar de minha vida imoral e da maconha (agora eu era dependente). Eu achava que eu tinha que fazer tudo certinho para ir para céu. Ai um dia uma amiga começou falar comigo sobre as coisas da Bíblia e que ela acreditava em Adão e Eva, e nas coisas da Bíblia. […] Eu comecei a ler a Bíblia mas não consegui entende-la. Eu estava convivendo com meu namorado na época e um certo dia nos rompemos nosso relacionamento. No mesmo dia nosso apartamento pegou fogo e eu tinha uma revelação de Deus que ele realmente existia e que de pó eu fui feito e em pó eu tornarei. Eu ainda não entendia Jesus e a mensagem da cruz, mas Deus estava conseguindo me atrair para ele. Logo depois eu viajei para uma cidade ums 4000 kilometros da minha. Quando eu cheguei lá eu encontrei com um velho amigo meu que tinha se convertido. Uma certa noite ele me levou para a casa de um amigo dele. E aquele noite o amigo dele me desafiou a me converter. Eu sabia que meu estilo de vida tinha que mudar, mas eu estava disposta e sabia que eu não teria dificuldade largando minha vida imoral e de drogas. Isso foi no dia 7 de janeiro de 1994 e até hoje estou andando com Deus e uma milagre Dele.45

NS: Qual a importância de missões em sua vida? E para a Igreja?

Stacie: Eu acredito que todo o mundo tem um papel em missões. Deus fez pessoas com a necessidade de interdependência e não independência. Ele chamou algumas pessoas para ir, outras pessoas para enviar ou ambos (Romanos 10:14-15). Eu firmemente acredito que Deus me chamou a ir. Então, estou aqui. Quando eu tinha 22 anos Deus me mostrou tão forte que ele não me chamou só para fazer parte do corpo de Cristo, mas que ele me chamou ao ministério e que eu e meu marido vamos viajar para as nações para ministrar ás coisas mais profundos dos corações das pessoas. Então, estou vivendo o que que Deus me chamou a viver. Eu trabalho com música e minha visão é para confrontar pessoas em um nível pessoal sobre o que elas acreditam. Também, para chamar a atenção das pessoas de realidades que existem no mundo. Eu tenho este CD, Coram Deo e meu propósito com ele não é para me promover, nem para ganhar fama ou glória. Meu desejo é para promover uma mensagem de verdade e expandir o reino de Deus aqui nesta terra com as musicas que ele tem me inspirado a compor.

Em relação à Igreja, eu acho que ela tem que ter um papel bem forte em Missões. Além de sustentar financeiramente os missionários e orar por eles, também é importante ensinar sobre missões e formar missionários. A igreja que nos freqüentamos aqui tira um Domingo cada mês para informar a igreja sobre missões e povos não alcançados e projetos de missões aqui na terra. Eu ache isso muito legal. Assim a igreja desenvolve um respeito e entendimento maior sobre o assunto e sobre povos e outras culturas.

NS: Você é casada com um brasileiro que também faz parte do ministério da Jocum. Que tipo de trabalho você desenvolve na Jocum com o seu esposo?

Stacie: Daniel é o líder de comunicação de nosso base e está pioneirando um ministério de media aqui também. Eu não trabalho com mídia mas acredito que uma das coisas que Deus tem me chamado a fazer é ajudar ele, seja com coisas logísticas, administrativas, traduções, etc. Também, ele vai produzir vídeo clipes das minhas musicas para que possamos colocar na internet e, em nome de Jesus alcançar pessoas no mundo inteiro com a mensagem que está sendo abordada na musica e na mídia.

NS: Você já viajou por alguns lugares mais inusitados do planeta. Qual foi a situação mais estranha que você presenciou, e como foi?

Stacie: Na verdade, eu não acho muitos coisas estranhas não. Eu gosto muito de experimentar outras culturas. Mas, eu tive uma experiência uma vez em Argentina em uma loja de frutas. Eu não sabia que não podia tocar as frutas e escolher depois de tocar e ver. O vendedor gritou em mim e ficou muito chateado porque eu estava tocando a fruta sem pagar primeiro. Foi um choque cultural porque eu não estava preparada para aquela situação.

NS: Recentemente você desenvolveu um trabalho no Afeganistão, e foi lá que nasceu o seu filho, o que também virou uma das musicas do seu álbum: A Voice for Afghnistan. Para você, qual a importância do Afeganistão em sua vida e na vida de seu esposo? E por que de voltarmos os nossos olhos para o Afaganistão, no sentido misionário?

Stacie: Na verdade, nosso filho não nasceu em Afeganistão. Ele so foi “feito” (risos) lá. Eu descubri depois de sair do país que eu estava grávida. Agora, o alvo da musica “A Voice for Afghanistan” é para chamar as pessoas a ver os afegões com olhos diferentes do que o que o mídia secular tem mostrado. Quando se pensa em Afeganistão o que vem para a mente? Um país destruído pela guerra e pelo talibã, que todos são terroristas, que as mulheres são oprimidas, que não são pessoas dignas e que têm significado. Então a idéia, tanto desta musica quanto o documentário que produzimos sobre o pais e o povo afegão, é para trazer dignidade para eles. É para mostrar que existem muito mais do que o preconceitos que pessoas já tem.

NS: E como você começou na música? Quais são as suas influências? E o que você geralmente ouve em casa?Deus me mostrou que nao quer me dao o que a Madonna tem

Stacie: Eu comecei a cantar há muitos anos atrás quando eu ainda era criança. Eu fiz aulas de canto e já atuei em teatros musicais. Eu comecei a tocar um pouquinho de violão quando eu tinha 20 anos. Basicamente aprendi mais ou menos só. Porem, não me considero uma violonista, me considero uma vocalista. Eu já fui líder de louvor em minh a igreja em Canadá mas pouco tempo antes de entrar em missões eu parei e deixei a musica para trás por um bom tempo (mais ou menos seis anos). Eu e Daniel trabalhávamos com um ministério de artes e evangelismo chamado “Ceifa” e que é um ministério de Jocum. Em Setembro de 2005 deixamos a Ceifa para Daniel poder investir em mídia e vídeo produção. Logo depois Deus me mostrou que eu vou compor musicas, mas não musicas com letras, que pessoas acostumam ouvir no meio cristão, mas musicas que vão confrontar pessoas em um nível pessoal. Quando eu ainda estava grávida, eu e Daniel chegamos em casa uma certa noite e quando ligamos a tv o documentário do turnê da Madonna estava passando. A gente assistiu, não porque curtimos a musica o a mensagem dela, mas para ver como ela está passando a mensagem dela através a musica e o arte dela (porque ela realmente está ‘discipulando nações” através da musica dela. A influencia dela está bem forte mundialmente). Quando acabou e fomos para cama eu estava bem incomodada. Eu compartilhei com Daniel e oramos juntos sobre o assunto. Aí, Deus me mostrou que ele não quer me dar o que Madonna tem, não quer me dar o que Evanescence tem, mas ele quer me dar algo que vem de mim. O que me influencia em minhas musicas é o que eu vejo no mundo, o que está acontecendo na sociedade ou em um certo lugar e também as minhas experiências pessoais. Por exemplo, a musica sobre Afeganistão é para poder trazer dignidade para o povo afegão, a musica sobre missões é para mostrar a igreja que missões é para todos no corpo de cristo, que todos tem um papel, Érika é sobre uma menina que eu conheci em Salvador quando estávamos lá com uma equipe de evangelismo e arte e na verdade ela representa uma geração de meninas e mulheres jovens que sofrem com baixo alto estima ou por causa de vir de uma família quebrada, ou por causa de abuso ou por causa da mensagem pregada pela mídia. Agora estou compondo três musicas novas, uma sobre mulheres e meninas pobres no nordeste do Brasil, uma sobre depressão, e outra para combater o infanticídio indigno.

Meu gosto é bem variado. Eu gosto do estilo de Jennifer Knapp, Evanessence, Lauryn Hill, Sarah Mclauchlan, um pouco de Índia Arie. Não gosto muito de musica pesada. Também eu curto bossa nova. Na verdade, eu não escuto muito a musica em casa.

NS: Em que ou quem você se inspirou para compor o Coram Deo? E como você descreveria a sua musica?

Stacie: O CD Coram Deo nunca foi planejado na verdade. Quando eu estava grávida do Cauê eu comecei mesmo a investir em minha voz. Eu comecei a fazer fonoaudiologia e exercícios de voz. Eu já tinha escrito algumas musicas no decorrer dos anos e estavam guardados em meu computador. Depois de ver aquele documentário de Madonna e orar com Daniel e Deus falou comigo (como eu falei em cima) eu comecei a compor mais três musicas, Coram Deo, True love e Jehovah Shammah. Logo depois Daniel estava me encorajando a fazer um CD das minhas musicas mas eu nunca pensei que seria possível porque é caro e eu só tinha as musicas escritas e as melodias em minha cabeça. As musicas eram longes de ser acabadas com arranjos, as cifras, a produção e tudo. Porem, um dia alguém me ofereceu a pagar todo a produção de um CD meu. Então, eu comecei a orar por alguém para me ajudar a cifrar as musicas, fazer arranjos, por músicos e um studio. Pois é, Deus providenciou tudo. Meu bom amigo, Wilson Sabino me abençoou tanto porque ele que cifrou as musicas e fez a maioria dos arranjos e até acabou produzindo o CD. Ele também me direcionou para o Jonathan Valim que tem um studio de gravação e ele fez todos as gravações, mixagem e masterização, o violão para a maioria das musicas e os dois fizeram um ótimo trabalho que já tem sido elogiado por outros em Canadá também.

Agora, a idéia do CD, Coram Deo, é exatamente a mensagem atrás da expressão, Coram Deo que significa “diante do rosto de Deus”. Então, isso está dizendo que em tudo que eu faço, Deus está vendo e eu preciso fazer para a gloria do Senhor. Não existe a separação entre o secular e o sagrado. Tudo que eu faço é sagrado, seja no trabalho, seja em meus relacionamentos e como eu trato os outros, seja no domingo ou na segunda. Toda a minha vida pertence a Deus, não só parte dela.

Eu descreveria minha musica como Contemporâneo adulto/Pop ambiente.

NS: Em seu cd você fala que Coram Deo foi gravado num espaço de tempo bem curto. Conte-nos como foi a gravação do Cd?

Stacie: Pois é. Para gravar um CD inteiro me parece que demora pelo menos seis meses (pelo menos eu já ouvi isso). Porem, Jonathan e Wilson se dedicaram tanto para poder gravar e mixar e completar o projeto entre um espaço de mais ou menos três meses. Jonathan me falou que praticamente trabalhou só em meu CD durante este tempo. Sendo que foi minha primeira vez gravando, eu estava um pouco nervosa, mas Jonathan foi tão gente boa (e claro, ainda é) que me ajudou sentir bem mais tranqüila.soh pode existir uma Verdade

NS: Qual a sua canção preferida do Coram Deo e por quê?

Stacie: Érika e Coram Deo. Érika por causa da musica e os arranjos e também por causa da mensagem. Coram Deo também é por causa da musica e mensagem (eu gosto de musica meio parecido com jazz e com piano). Também, eu amo “Pare Pra Ouvir” que foi composto por Jonathan e Lara Valim. Eu acho muita linda a letra e a musica e os arranjos.

NS: Pare pra Ouvir (Stop And Listen To Me) foi um presente que você ganhou. Com foi gravá-la?

Na verdade, a musica é da banda “Satélite” e foi composto por Jonathan e Lara Valim. Eles me aproximaram e me pediram fazer uma versão em inglês. Eu concordei e depois eles me deixaram colocar em meu CD também.

NS: Quais são os seus planos daqui em diante?

Stacie: Eu vou continuar compondo musicas para poder, em nome de Jesus, influenciar pessoas com as mensagens delas e trazer o Reino de Deus aqui nesta terra. Também, Daniel vai produzir vídeo clips das minhas musicas que eu vou colocar na internet em You Tube e nosso canal de vídeo de vimeo também, www.vimeo.com/danielsilva. Depois eu vou promover e divulgar estes clips por internet. No final de Outubro eu estou planejando fazer um concerto junto com a banda, “Satélite” em Vitória da Conquista. E eu também, estou ajudando Daniel com o ministério de mídia.

NS: Se você pudesse dizer algo para essa geração, qual seria a sua mensagem?

Stacie: Só pode existir Uma verdade. Não da para mim tentar criar a minha própria verdade. Isso é ridículo. Como se eu fosse o mestre das coisas. A Verdade é uma pessoa. Eu não tenho a verdade, mas sim, eu relaciono com a Verdade.

Dhal deseja a Stacie e família sucesso e que em breve possamos curtir mais musicas e os clipes.

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